Hoje o dia amanheceu escuro e chuvoso
todo ele ainda envolto no negro tenebroso.
Hoje a minha escuridão ainda se mantinha
mas curto era o dia ainda.
Eis quando o sol brilha,
erguendo-se de toda aquela escuridão opaca
e anulando toda a chuva malvada,
ficando limpo todo o dia.
Toda a minha escuridão recuou,
tornando-se ofuscantemente alva.
Ofuscada decerto pela luminosidade benévola
que toda a minha alma banhou.
Como pode um só ser possuir tanta luminosidade?
Como consegues tu iluminar todo o meu ser?
Como conseguirei eu ultrapassar a diária e arrebatadora saudade?
Como conseguirei eu te vir a ter?
De facto, como consegue a noite ter o dia
se separados eles sempre vivem?
Como consegue a escuridão continuar escura
se a luz luminosa a anula?
Será que nunca te terei para mim,
tal como tu nunca me terás para ti?
Será que juntos nunca iremos estar
porque simplesmente nos iríamos anular?
Mas o dia não existiria caso noite não houvesse.
Caso não existisse escuridão a luz não faria sentido.
O positivo evaporava caso o negativo morresse.
O branco não vivia sem a existência do preto.
Nada faz sentido sem o seu oposto.
Se um não existisse o outro não teria razão de ser.
Tudo precisa do seu directo complemento.
Todos precisamos do oposto para o equilíbrio manter.
Deste modo me deixo dormir.
Fecho os olhos e vejo tudo menos o negro habitual.
Tudo o que vejo e sinto a nada é igual.
E assim, hoje tenho razões para sorrir.
davidмarreiroswriting#zerozeroum
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]thinking, that's the problem[
]a quem possa interessar ou apenas para me lavar[
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]a quem possa interessar ou apenas para me lavar[
18.4.08
yang
|
DAVIDMARREIROS
@
22:36:00
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